domingo, 7 de novembro de 2010

Pra que falar de amor?

Olá queridos,

Eu quero muito agradecer a Mare que escreveu um texto tão especial no blog dela... dedicado a advinhem quem? A mim! hehehe
Fiquei lisongeada não só por ter recebido um post de uma pessoa tão inteligente e que me descreve tão bem nos textos dela, mas por saber que ela também se encontra um pouquinho nos meus.

Visitem sempre os links do meu Blog! Todos valem a pena... Vocês vão se surpreender principalmente com meus outrs 4 Lados.

O post da Mare (Metade Repleto) é este aqui.

Muito obrigada pelo carinho e prometo postar mais... deixe apenas as palavras se encaixarem melhor na minha cabeça.

Beijos a todos

semsentido

Eu tinha acordado feliz. Apesar de pouco tempo de sono, e de ter passado por uma semana bastante turbulenta, eu acordei sorrindo.
E como é bom acordar assim.

Nestes dias até o sol é mais brilhante, a laranja do suco é mais docinha, o dia promete ser interessante.
Me lembro de ter dado aquelas "mini-gargalhadas", várias vezes pela manhã, daquelas mais baixinhas, bem baixinhas, que você tenta esconder de quem está perto de você.
Mas, na verdade, o que você queria é rir bem alto, alto o suficiente pra que, qualquer pessoa fosse capaz de exclamar: "Como você está bem hoje!"

Agora eu não tinha apenas expectativas. Eu tinha mais expectativas, mais vontades e muitos desejos.
Mais uma vez, só pra variar, estava eu fazendo planos ma-ra-vi-lho-sos para sábado a noite!
Na verdade, não poderia ser diferente, tava tudo escrito alí... tudo certinho! Olha que eu já tinha lido e relido umas 10 vezes o recadinho que ensejou tanta euforia.

Sim, como eu disse, eu estava feliz, além do que eu tinha tudo o que eu queria escrito alí. Eu ia. Por que não?
Mas no fundo, no fundo, eu ainda resistia à idéia de encontrá-lo.
Mesmo assim, eu fui. Contrariando o feeling em prol da fantasia.

Eu agi, fui. Estava lá...

Agora me diga, o que é que você fez com isso?

Agora eu me sentia mal, agora eu estava feliz, eu estava vibrante, agora eu acreditava em você.

E tudo, no final, entre nós se resume a isso: passado. Seja o passado "tempo verbal" ou seja "aquilo que passou".

**

Falar de amor é tão complicado,
entender as pessoas é muito mais.
Acreditar nele é fácil, o difícil mesmo é aprender a amar ao mesmo passo que se é amado.

Acredito que não se pode brincar com o amor dos outros. E isso basta.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Cuide-se

Eu fiquei tão feliz em encontrar este texto do Mário Quintana nos meus rascunhos aqui do blog (desde 29/06/2008 haha) que resolvi publica-lo.

Qualquer coisa que eu escreva, perto deste lindo texto, ficará sem sentido.

Deixo vocês, então, com Amadurecimento

Aprenda a gostar de você, a cuidar e você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você...
A idade vai chegando e, com o passar do tempo, nossas prioridades na vida vão mudando...
A vida profissional, a monografia de final de curso, as contas a pagar.
Mas uma coisa parece estar sempre presente... A busca pela felicidade com o amor da sua vida.
Desde pequenas ficamos nos perguntando 'quando será que vai chegar'?
E a cada nova paquera, vez ou outra nos pegamos na dúvida 'será que é ele'?
Como diz o meu pai: 'nessa idade tudo é definitivo', pelo menos a gente achava que era..
Cada namorado era o novo homem da sua vida. Faziam planos, escolhiam o nome dos filhos, o lugar da lua-de-mel e de repente... PLAFT! Como num passe de mágica ele desaparecia, fazendo criar mais expectativas a respeito 'do próximo'.
Você percebe que cair na guerra quando se termina um namoro é muito natural, mas que já não dura mais de três meses.
Agora, você procura melhor e começa a ser mais seletiva. Procura um cara formado, trabalhador, bem resolvido, inteligente, com aquele papo que a deixa sentada no bar o resto da noite.
Você procura por alguém que cuide de você quando está doente, que não reclame em trocar aquele churrasco dos amigos pelo aniversário da sua avó, que jogue 'imagem e ação' e se divirta como uma criança, que sorria de felicidade quando te olha, mesmo quando está de short, camiseta e chinelo.
A liberdade, ficar sem compromisso, sair sem dar satisfação já não tem o mesmo valor que tinha antes.
A gente inventa um monte de desculpas esfarrapadas, mas continuamos com a procura incessante por uma pessoa legal, que nos complete e vice-versa.
Enquanto tivermos maquiagem e perfume, vamos à luta... e haja dinheiro para manter a presença em todos os eventos da cidade: churrasco, festinhas, boates na quinta-feira. Sem falar na diversidade que vai do Forró ao Beatles.
Mas o melhor dessa parte é se divertir com as amigas, rir até doer a barriga, fazer aqueles passinhos bregas de antigamente e curtir o som...Olhar para o teto, cantar bem alto aquela música que você adora.
Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebe também que aquele cara que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente não é o homem da sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.
O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

quem é quem?

eu sou o apego.
as vezes eu acho que sou o amor.
eu sou a lágrima,
a incerteza,
a vontade de viver.
eu sou o sonho,
a coragem.
eu tenho sede de que?

eu acho que sou o amor.
eu sou a vitória,
a realização.
eu sou a solidão,
também acho que sou a paixão.
sou a carência maluca,
sou aquele sentimento insano.
ah, sexo, eu sou o sexo.
sou aquele beijo gostoso,
bem gostoso.

eu sou a timidez,
sou sem vergonha,
sou covarde,
impulso,
sou a confusão,
mas também acho que sou o amor.

você é quem?

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

no regrets.

maravilhei-me com todos os ares da cidade,
enquanto outros fecharam-se em suas casas e deixaram o tempo passar.
eu vivi muitas emoções, muitos altos e baixos, como a maioria das pessoas.
já ouvi dizer que a vida chega a doer, a enjoar, a ranger,
mas sei que também dá vontade de dar gritos, de dar pulos,
de correr, de ficar no chão;
e por que não fugir, de sair, também de voltar pra casa, ou de se perder no caminho.

sei lá.

só sei que para fora de todas as casas, de todos pensamentos, de todas as lógicas existe o mundo, um grande universo de desconhecido.
universo selvagem, rude, maluco, hedonista, viciante.
e, muitas vezes, ingrato.
ou não, este universo também demonstra gratidão... o difícil é compreender que o tempo nem sempre é contado pelo nosso calendário.

tudo é complicado demais quando não se vive.
porém, o sopro que baila a consciência, aquele que advém da experiência, vai ensinando que não basta passar os anos reprimindo a vida, enclausurando-a em pensamentos sempre lineares, fechando as portas pelo medo de tentar, de viver.
entristeço quando percebo que pessoas maravilhosas perderam a sua essência por insistirem em não mudar o foco, de enxergar diferente.

confesso que quebrei muito a cabeça até aprender a simplificar as coisas.
me satisfazer... fazer planos, executá-los.
mais importante que executá-los, eu aprendi a olhar mais pros lados, e deixar o acaso, o inesperado, simplesmente acontecer....

minha meta é me permitir a sentir tudo de todas as maneiras,
senão todas, ao menos aquilo que eu tenho vontade....
sabe você que não vive? que tem medo? que tem vergonha? ou que vê qualquer empecilho que te impede a seguir a felicidade?


permita-se viver tudo de todos os lados,
ser a mesma coisa, ou outra coisa, de todos os modos possíveis,
quem sabe ao mesmo tempo.

seja você, você é único.

neste momento eu sei que estou sendo sincera.
não com vocês; comigo.
contradizendo-me o tempo todo.
mas é bom permitir-se, também, a ter todas as opiniões.
e olhe eu aqui, novamente, desagradando-me em prol da minha liberalidade de espírito.

nunca, nunca quero me arrepender de não ter feito alguma coisa...
de não ter dito palavras de carinho,
de ter dado abraços, ou não ter pulado numa piscina num dia quente...
até de andar descalço, de ter cometido mais erros,
de ter me preocupado menos. ou mais.

vivere la vita senza rimpianti!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

de repente

a luz, a voz, o silêncio. o vento.
primeiro senti medo, aos poucos fui me acostumando com aquele som, um som estranhamente quieto, se é que isso é possível.
a ansiedade diminuia gradativamente.
um turbilhão de lágrimas. outro, de riso. tímido demais, mas era um sorriso... aquele-meio-assim.
cantarolei, inventei, e daí? é bom inventar música de vez em quando.
também viajei pra longe, assoviei bobeiras, e sei lá...
quando me dei conta meus pensamentos já tinham se despedido, e eu fiquei alí, vazia.
vazia. mas alegremente vazia. sem nada pra pensar, nada pra se preocupar, de modo despropositado.
aí...
aí eu rí mesmo, sem acreditar que a felicidade é assim, tão repentina, tão independente. imprescinde de nada, de ninguém, mas tão somente de mim.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

infinitamente nova

tentativas frustadas.
não sabia sequer entender o que sentia, quem dirá, exteriorizar pensamentos.
amadurecimento. crise. calmaria.
é o ciclo vicioso da vida de todos.
tudo bem, "todos" pode ser demais. ou não, considerando que conflitos fazem partes do ser humano. enfim...
outra taça, outra música acaba e eu me sinto mais livre.
o dia do silêncio massageou muitos pensamentos pesados.
vocês sabem... aqueles pensamentos dos quais sabemos que é melhor manter uma certa distância quando as coisas não vão tão bem...
mas como é bom entender o que se imaginava incompreensível.
e ao final, só consigo reforçar um pensamento que há muito formei: a mudança é uma das coisas mais constantes na vida, assim como, é a melhor maneira amadurecer, fazendo de nós, um novo ser a cada dia, infinitamente.