olha só quem ainda tem vida,
nunca é tarde,
mostrar o que se vive, o que se faz, sempre é hora!
eu sou pessoa nova,
revivi,
sobrevivi a tantos mares imperdoáveis e fortes como só a natureza é!
lutei por minha honra,
por minhas vontades,
e porque não desejos.
desejos daqueles loucos,
carnais,
platônicos, sabe-se lá mais o que.
só sei que lutei e venci.
venci o preconceito,
venci o ódio,
venci tanta coisa que nem sei dizer.
e é tão bom ser guerreiro,
é tão bom vencer...
melhor que isso é o aprendizado que se ganha,
as palavras que se ouve,
muito embora algumas é sempre melhor esquecer...
agora travei outra guerra.
finda a faculdade, a escola que tanto gostei, chega a responsabilidade.
o teste que se aproxima é mais que um teste,
é uma treva,
um medo,
um desafio.
guerreira sou,
novamente luto,
e quem sabe, ganho!
*saudade do meu espaço, saudade dos meus queridos...
beijos e até breve...
sábado, 5 de setembro de 2009
distração em tempos de guerra
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Eu te amo, e só!
Eu continuo me chamando Deise, moro na mesma rua, na mesma casa e faço as mesmas coisas cotidianas que fazia a um mês atrás.
Trabalho, estudo e tenho os mesmos compromissos de sempre. Falando assim, parece que nada mudou, certo?
Errado.
Ao contrário do que foi minha vida toda, e o amor tranquilo que tanto almejei apareceu.
Foi ao acaso... Algo totalmente inesperado e inexplicável que é capaz de afastar meus medos, criar sorrisos, transparecer felicidade e, principalmente, me fazer sonhar com um futuro sólido.
Futuro este que não se resume à graduação, mas sim a uma porção de coisas que eu pensava que seria parte dos meus planos apenas daqui uns 10 anos, se fosse!
Por mais que eu procure as palavras mais doces para tentar explicar meu sentimento, tudo que eu disser será pouco, muito pouco.
Nunca foi tão difícil escrever sobre o que se passa comigo. Desta vez não pela tristeza ou amargura, mas sim pela alegria plena que tenho sentido.
E tudo isso é graças a você, meu amor!
Hoje eu me sinto completa, com a sensação maravilhosa de que tudo vai ficar bem, de que eu posso me entregar sem medo.
Tudo com você é muito intenso, satisfatório, agradável, mais cheio de vida... de cores.
Seus lábios trazem um sabor maravilhoso que me faz te querer a toda hora, a todo tempo... Você e a única pessoa que sinto saudades assim que nos despedimos.
Não quero ser privada de você, jamais.
Sei que o futuro é incerto e que somente as palavras não bastam. Por isso te peço que confie em mim e, mais importante, caminhe comigo.
Temos um longo caminho a percorrer, eu sei disso.
Mas, eu acredito em nós de uma maneira única, que nunca senti!
Apesar de saber que nada será tão fácil, estou disposta a ir a qualquer lugar com você.
Eu te amo.
Só isso expressa.
E, parabéns pra gente!
Que venham muitos outros meses.
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Os ventos mudaram...
E quem disse que a vida tem explicação?
Por sorte, comprovo isto a cada dia.
Encontrei um alguém.
Um alguém inesperado.
Que me faz bem, tão bem!
Que eu sinto saudade, que eu quero morder... que eu quero abraçar forte, bem forte...
Só pra dar aquela sensação de que nunca mais vai acabar,
Que nunca mais vai embora...
Eu quero.
Eu quero gritar que eu quero!
Mas como gritar é um pouco complicado, eu me divirto cochichando no seu ouvido mesmo!
Eu sou igual, mas sou diferente.
Um diferente mais feliz, um diferente apaixonado!
Cada coisa na sua hora!
Sempre pensei isso...
Mas você me dá vontade de ser tudo agora...
E a você me entreguei, e quero entregar ainda mais!
O melhor de tudo é que eu sei que você quer caminhar junto.
Muito obrigada por existir e permitir que agora eu esteja me sentindo a criatura mais leve do mundo. (2)
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Bom dia?
A noite era calma e pouco ruidosa. O frio servia como um sopro sonífero e certamente todos, exceto eu, dormiam tranqüilos.
A minha ansiedade era tão grande, que o sono tinha me dito adeus e prometido não voltar tão cedo.
Ah, o que fazer quando o frio bate, quando o sono some e a mente se cansa?
Nada.
Resolvi por deitar-me em minha tão confortável cama me esforçar para não pensar em nada. Esqueci, porém, que a ansiedade tão forte me atrapalharia na meditação.
Claro, tanto esforço em vão.
Quando me dei conta, depois de tanta luta para não pensar, atentei-me para o relógio que já marcava 3 horas da manhã.
Tarde para quem precisava acordar logo cedo, principalmente quem teria que enfrentar um dia cheio de tropeços e escaldantes compromissos.
Todavia, o sono voltou de seu passeio apenas às 5 horas da fria madrugada.
Eu acordaria em aproximadamente duas horas e quinze minutos, o que realmente ocorreu.
O longo banho com água bastante quente lavava a alma, e fazia transbordar os olhos de tanto choro.
Chorei como criança que sente cólicas e se desespera. Chorei até chegar o momento dos soluços, da calma e da quietude.
Pronta, de roupas limpas, cabelos secos e maquiagem, entrei no carro e, como de costume, carreguei para lá a xícara inundada de café bem amargo e acendi o primeiro cigarro, vulgo café da manhã.
E assim fui, ainda quieta, ao trabalho.
As primeiras palavras pós-choro foram bom dia, bom dia, bom dia...
Até que, o telefone toca...
Número estranho.
Mas eu sabia que dali, boas coisas não viriam.
E eu não estava errada. Infelizmente.
Maldita, maldita intuição!
quinta-feira, 26 de junho de 2008
À brasileira...

Levanta, sacode a poeira e dê a volta por cima!
A poeira tiro daqui... afinal, quanto descaso com meu espaço-desabafo, não?
Levantar, talvez seja mais complicado do que se parece.
A vida é movida numa velocidade tão intensa, que as vezes me dá a impressão de ser excessiva. Deparo-me, costumeiramente, com aquele pensamento pesado, difícil, de que o tempo é curto, e que eu estou deixando a vida passar, e pior, sem passar por ela.
As inquietudes intrínsecas ao meu ser se esvaecem durante o dia, vez que ando bastante ocupada com o trabalho, com a faculdade e outros compromissos que não param em razão da minha revolta.
No entanto, todas estas inquietudes vagas voltam à tona quando me deito na cama com uma única vontade: adormecer. Sem querer pensar, sem querer sequer sonhar.
Afinal, já cansei-me daqueles sonhos que insistem em repetir [quase] toda noite, principalmente após a minha abdicação desta fantasia específica.
Esta ausência de paz na consciência arruína qualquer vida, qualquer mente, e qualquer coração.
Justo eu, justo eu quem nunca abriu mão de gritar que TUDO do que precisamos é amor...
Injustiça?
Não! Muito embora eu questione a existência, em mim, de qualidades para o amor, ou melhor, de saber que me falta um certo tino, eu ainda acredito na justiça divina.
Bom, talvez o amor jamais será pra mim...
Ou talvez a minha função é apenas viver no papel de espectadora... de saborear, mentalmente em minhas loucuras, qual o verdadeiro gosto do beijo, o verdadeiro prazer do sexo, a verdadeira graça de amar.
Dar a volta por cima?
Pois bem, apesar destes pesares, eu continuarei tenho um bom motivo para sorrir. Claro que é um sorriso diferente... Mais sério.
Isto porque descobri que tenho um grande amante, uma paixão antiga mas que eu nunca tinha encarado de frente, e hoje encaro – incrivelmente sem medo algum – mas é claro, este meu amor jamais me dará um abraço ou trocará qualquer palavra.
Pode, às vezes, me confortar... como vem fazendo, muito bem por sinal.
Pois meu único momento de paz, e o que estranhamente é bastante verdade, é quando estamos juntos.
E garanto que não é um amor platônico!
Só me pergunto como me dar paz se, por sua vez, só me faz correr e ocupa quase todo meu tempo!
Mas ah, que importa isso se me alegra?
Apresento a todos meu novo amor: meu trabalho.
Advogar é meu futuro.
Detalhe: ainda bem que advogar é uma atividade que pode ser desenvolvida individualmente.
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Meu dia!

Hoje completo 21 anos.
21 anos de sorrisos e choros.
De alegrias e tristezas.
Surpresas e decepções!
Não quero presentes caros, muito menos presentes que não significam nada.
Não desejo ser a mais importante, a melhor sucedida, muito menos a próxima miss-alguma-coisa!
Quero apenas que o amor que tanto sonho, acredite em um futuro ao meu lado... Que deixe de lado o medo e venha aventurar-se na vida, ao meu lado!
Quero meu tão sonhado porto seguro, meu poço de vida, meu grande homem.
Quero também a paz mundial, que a pobreza e a miséria do mundo se findem...
Quero, quero, quero...
Quero que não exista violência, que a água potável nunca se acabe!
Quero que esses pessimistas, críticos, chatos que vivem na TV, nas revistas e nos jornais CALEM-SE e façam algo pra um mundo melhor...
Eu quero tanta coisa... São, todos, desejos, sonhos, objetivos e vontades!
Os quais eu pretendo realizá-los um a um.
No entanto, infelizmente, a maioria não dependa só de mim!
Eu quero vida, eu quero amor.
Desejo um, não todos, apenas um... aquele que, por ele, já lutei.
Quero fazer destes 21, os melhores 21 anos da vida!
Afinal, como bem disse a querida Patrícia que lança suas Palavras ao Vento, o tempo não volta, dura exatamente o que tem que durar, e eu não quero sair desta festa sem lembrar-me das danças, do rosto daquele que dançou comigo!
Quero tomar o banho de chuva que Luiz, Borra de Vida, tomou, quando encontrou-se com o pequenino com o guarda-chuva do Homem Aranha!
Ah... quero sentir-me no topo do mundo, no lugar mais barulhento do mundo, no mais silencioso!
Quero VIDA!
- Mais que devaneios, são loucuras misturadas... com repetição exagerada do verbo querer! Mas a pura verdade, quem escreveu tudo isso foi meu coração!
segunda-feira, 17 de março de 2008
O que me resta?

Ócio.
Impossibilitada de, sequer, sair de casa após uma cirurgia não muito agradável no aparelho digestivo [mais especificamente no intestino], cá estou eu!
Felizmente, correu tudo bem... Já saí do hospital, feliz da vida por poder sentir um ventinho no rosto, a luz do sol, deitar na minha cama e acender um cigarro.
Tudo começou na segunda-feira [10/03] com muita dor, terça praticamente passei fora de mim, muita anestesia, tubos, centro cirúrgico!
De quarta-feira a sexta-feira no quarto do hospital, soro, dieta líquida e etc...
A única felicidade, além da vida, é a visita de tantos queridos, amigos e parentes!
Este tempinho que tenho passado sozinha não tem sido totalmente em vão...
Possibilita, além de um bom descanso e um tempo extra, uma amplitude de idéias e novos pensamentos, sejam eles sobre a vida, o futuro profissional, os valores... enfim, quase tudo!
E ah, mais tempo pra escrever! Só me falta um bocado de criatividade.
Gostaria de compartilhar um lindo poema de Fernando Pessoa, que me faz pensar.
Além disso - não sei se concordam comigo - retrata, nem que só um pouco, o que eu e estes queridos escritores que estão nos links ao lado [os quais eu tenho a honra de ter como leitores] fazemos em nossos blogs! Lá vai...
Tenho tanto sentimento
Que é frequente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.
Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.
Qual porém é verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar.
18/09/1933 – Fernando Pessoa
