quinta-feira, 14 de outubro de 2010

quem é quem?

eu sou o apego.
as vezes eu acho que sou o amor.
eu sou a lágrima,
a incerteza,
a vontade de viver.
eu sou o sonho,
a coragem.
eu tenho sede de que?

eu acho que sou o amor.
eu sou a vitória,
a realização.
eu sou a solidão,
também acho que sou a paixão.
sou a carência maluca,
sou aquele sentimento insano.
ah, sexo, eu sou o sexo.
sou aquele beijo gostoso,
bem gostoso.

eu sou a timidez,
sou sem vergonha,
sou covarde,
impulso,
sou a confusão,
mas também acho que sou o amor.

você é quem?

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

no regrets.

maravilhei-me com todos os ares da cidade,
enquanto outros fecharam-se em suas casas e deixaram o tempo passar.
eu vivi muitas emoções, muitos altos e baixos, como a maioria das pessoas.
já ouvi dizer que a vida chega a doer, a enjoar, a ranger,
mas sei que também dá vontade de dar gritos, de dar pulos,
de correr, de ficar no chão;
e por que não fugir, de sair, também de voltar pra casa, ou de se perder no caminho.

sei lá.

só sei que para fora de todas as casas, de todos pensamentos, de todas as lógicas existe o mundo, um grande universo de desconhecido.
universo selvagem, rude, maluco, hedonista, viciante.
e, muitas vezes, ingrato.
ou não, este universo também demonstra gratidão... o difícil é compreender que o tempo nem sempre é contado pelo nosso calendário.

tudo é complicado demais quando não se vive.
porém, o sopro que baila a consciência, aquele que advém da experiência, vai ensinando que não basta passar os anos reprimindo a vida, enclausurando-a em pensamentos sempre lineares, fechando as portas pelo medo de tentar, de viver.
entristeço quando percebo que pessoas maravilhosas perderam a sua essência por insistirem em não mudar o foco, de enxergar diferente.

confesso que quebrei muito a cabeça até aprender a simplificar as coisas.
me satisfazer... fazer planos, executá-los.
mais importante que executá-los, eu aprendi a olhar mais pros lados, e deixar o acaso, o inesperado, simplesmente acontecer....

minha meta é me permitir a sentir tudo de todas as maneiras,
senão todas, ao menos aquilo que eu tenho vontade....
sabe você que não vive? que tem medo? que tem vergonha? ou que vê qualquer empecilho que te impede a seguir a felicidade?


permita-se viver tudo de todos os lados,
ser a mesma coisa, ou outra coisa, de todos os modos possíveis,
quem sabe ao mesmo tempo.

seja você, você é único.

neste momento eu sei que estou sendo sincera.
não com vocês; comigo.
contradizendo-me o tempo todo.
mas é bom permitir-se, também, a ter todas as opiniões.
e olhe eu aqui, novamente, desagradando-me em prol da minha liberalidade de espírito.

nunca, nunca quero me arrepender de não ter feito alguma coisa...
de não ter dito palavras de carinho,
de ter dado abraços, ou não ter pulado numa piscina num dia quente...
até de andar descalço, de ter cometido mais erros,
de ter me preocupado menos. ou mais.

vivere la vita senza rimpianti!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

de repente

a luz, a voz, o silêncio. o vento.
primeiro senti medo, aos poucos fui me acostumando com aquele som, um som estranhamente quieto, se é que isso é possível.
a ansiedade diminuia gradativamente.
um turbilhão de lágrimas. outro, de riso. tímido demais, mas era um sorriso... aquele-meio-assim.
cantarolei, inventei, e daí? é bom inventar música de vez em quando.
também viajei pra longe, assoviei bobeiras, e sei lá...
quando me dei conta meus pensamentos já tinham se despedido, e eu fiquei alí, vazia.
vazia. mas alegremente vazia. sem nada pra pensar, nada pra se preocupar, de modo despropositado.
aí...
aí eu rí mesmo, sem acreditar que a felicidade é assim, tão repentina, tão independente. imprescinde de nada, de ninguém, mas tão somente de mim.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

infinitamente nova

tentativas frustadas.
não sabia sequer entender o que sentia, quem dirá, exteriorizar pensamentos.
amadurecimento. crise. calmaria.
é o ciclo vicioso da vida de todos.
tudo bem, "todos" pode ser demais. ou não, considerando que conflitos fazem partes do ser humano. enfim...
outra taça, outra música acaba e eu me sinto mais livre.
o dia do silêncio massageou muitos pensamentos pesados.
vocês sabem... aqueles pensamentos dos quais sabemos que é melhor manter uma certa distância quando as coisas não vão tão bem...
mas como é bom entender o que se imaginava incompreensível.
e ao final, só consigo reforçar um pensamento que há muito formei: a mudança é uma das coisas mais constantes na vida, assim como, é a melhor maneira amadurecer, fazendo de nós, um novo ser a cada dia, infinitamente.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Minha verdade

Tenho andado distraída, impaciente e indecisa.
Ainda estou confusa...
Copiando Renato Russo, por não encontrar outras palavras.
Os sonhos, o mix de pensamentos não colaboram.
Dificultam, ainda mais, uma decisão que já foi difícil.
O que fazer quando não se é plenamente feliz?
"Mentir pra si mesmo, é sempre a pior mentira"
O que fazer quando você constata que está mentindo a si próprio?
É época de decisões. De retrospecto.
Também de medo, de coragem.
Eu não sei o que me espera, mas continuar desta forma, não dá.
Preciso da verdade, da minha verdade.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Vazio

Vazio. Faltam palavras e faltam emoções. Procuro isso. Isso que falta, que mata.
Não encontro, Não consigo! O que faço agora? Correr ou ficar...
Decisões.
Medo. Por que?
Assim.

sábado, 5 de setembro de 2009

distração em tempos de guerra

olha só quem ainda tem vida,
nunca é tarde,
mostrar o que se vive, o que se faz, sempre é hora!

eu sou pessoa nova,
revivi,
sobrevivi a tantos mares imperdoáveis e fortes como só a natureza é!

lutei por minha honra,
por minhas vontades,
e porque não desejos.

desejos daqueles loucos,
carnais,
platônicos, sabe-se lá mais o que.

só sei que lutei e venci.

venci o preconceito,
venci o ódio,
venci tanta coisa que nem sei dizer.

e é tão bom ser guerreiro,
é tão bom vencer...

melhor que isso é o aprendizado que se ganha,
as palavras que se ouve,
muito embora algumas é sempre melhor esquecer...

agora travei outra guerra.
finda a faculdade, a escola que tanto gostei, chega a responsabilidade.

o teste que se aproxima é mais que um teste,
é uma treva,
um medo,
um desafio.

guerreira sou,
novamente luto,

e quem sabe, ganho!

*saudade do meu espaço, saudade dos meus queridos...
beijos e até breve...