eu quero ir embora
conhecer mais do mundo
cansei da seguridade
da estabilidade
das verdades mal ditas
de mentiras convincentes
esquecer de quem fui
aprender o que sou
mudar de continente
conhecer o branco
o preto
o amarelo
e o arco íris de gente que tem por aí
enlouquecer com montanhas
com neve
com sol e praia
mar do pacífico
do índico
do atlântico
do mar morto
do mar vivinho de gente
de mal
de amor
de sabor
conhecer o deserto
o céu aberto
o camelo
o leão
o panda
um casarão
qualquer coisa
muitas idas
vindas
revindas
bem vinda
mais linda
pra que esperar
eu me pergunto
quem não tem coragem não vive
e palavas não resolvem
não apontam soluções
nem trazem furacões
então
coragem
coragem
e mais coragem
segunda-feira, 26 de maio de 2014
domingo, 18 de maio de 2014
quinta-feira, 15 de maio de 2014
eu que só queria amar...
que sonhei com um abraço, ou só um braço,
uma mão, ou duas pra me acalmar.
pedia um carinho,
um colo e um cafuné.
um peito pra eu deitar,
um xodó ao pé do ouvido
e uma companhia pra banhar.
um café,
pra dois sorrisos.
um inverno acabar sem frio na cama,
um cobertor humano pra esquentar.
continuei a esperar, até que
num súbito momento,
percebi que só o vento
pode trazer alguém pra me cuidar.
terça-feira, 8 de abril de 2014
anoiteci triste,
buscando mil razões para buscar a felicidade.
adormeci em prece,
amanheci em prantos.
chorei,
mas lembrei que sorrir era mais prazeroso,
então, anoiteci ainda triste,
mas adormeci com um sorriso de esperança.
assim,
amanheci,
de novo.
e percebi que a vida é isso...
amanhecer cada dia diferente.
buscando mil razões para buscar a felicidade.
adormeci em prece,
amanheci em prantos.
chorei,
mas lembrei que sorrir era mais prazeroso,
então, anoiteci ainda triste,
mas adormeci com um sorriso de esperança.
assim,
amanheci,
de novo.
e percebi que a vida é isso...
amanhecer cada dia diferente.
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
no mundo lá de fora
A reprodução não interrompida de um mesmo fato ou fenômeno é um dos significados da palavra constância.
O sentimento que a vida muda pouco, que a rotina é sempre persistente, ainda que todos julguem o contrário.
Encontrei, no mundo, um afago. Encontrei nas mais diversas paisagens uma resposta que Deus está presente em tudo.
Aquilo que eu não ganhei de ninguém, nem de mim, eu procurei fora. Fora da casinha. Fora da zona de conforto. Que aliás, hoje é minha zona mais segura.
É fora do meu mundinho que eu sou verdadeiramente eu.
Me perdi nesses anos todos. A independência de muita coisa, me tornou um ser humano fechado.
Ao perceber essa constante ansiedade, concebi, das mais diversas formas, pensamentos uníssonos que diziam: você precisa mudar.
Ato ou efeito de mudar, alteração... mudança.
E eu fui mudando. Crescendo. Amadurecendo.
Ficando mais tolerantes para certos assuntos, muito, mas, muito menos, para tantos outros.
Passei a expor muito mais minha opinião, porém, escolhendo melhor a quem dizê-las.
Eu, que falo muito, me calei muito mais. Deixei de ser carinhosa e presente. Sou presente de vez em quando. Mas quando sou, sou muito. (e uso isso como desculpa, sempre.)
Eu tenho bastantes diálogos sozinha. Eu me confundo e me convenço bastante. Ser advogada é um inferno pessoal quando relacionado isso à pouca psicologia que conheço.
Meu problema hoje é o tempo. Da mais inusitada forma... eu dei um tempo. Passaram-se anos. Eu dei muito tempo para eu mesma.
Me entendi, me recordei de coisas que não imaginava ser possível, e me esqueci daquilo que me fazia mal. Me perdoei. Perdoei os outros. Renasci e recomecei.
Afinal... mudei. Mudei! M-u-d-e-i! (preciso repetir, para acostumar)
Mas sou a mesma em muita coisa, principalmente em coisas que me incomodam bastante.
Aí volta, a constância. A constância da insatisfação.
E eu falei um pouco do tempo... foi tanto tempo que perdi o ritmo. Perdi o passo.
Pior que isso, ainda me questiono, quanto tempo mais.
E questionarei sempre, pelo jeito. A constância do questionamento.
Não sei viver em uma sociedade assim, ou melhor, nessa sociedade que eu conheço. No meu mundo stricto sensu.
Resolvi que no mundo além, no mundo aquém, eu seria mais real, mais feliz.
Me despojando de qualquer coisa, levando comigo o necessário e conhecendo o maior número de pessoas por dias. Descobrindo quão interessantes as pessoas realmente podem ser.
Principalmente quando ninguém tem passado, ninguém está pensando em futuro, mas sim, em viver aquele presente.
Sentir o vento, sentir o sol, sentir cada gota de chuva e rir. Rir sozinha, rir em grupo. Eu me dei chance de fazer coisas que não faria por julgar tolas, ou sem razão. E com isso fui percebendo que pra nem tudo precisa ter uma razão. É muito bom ter vontade, ir lá fazer, e pronto.
Eu comecei a viajar sozinha e isso me abriu um mundo de possibilidades.
Passei a entender um pouco porque tanta gente fala frases feitas de "viva o agora", e coisas nesse sentido.
Aí, vem tanta coisa na cabeça.... a vida é um conjunto de ensinamentos, alguns obstáculos, claro, porém, tudo em prol de um bem maior. Da evolução.
E ainda que se tenha passado pela minha vida tantos obstáculos, eu evoluí o que? E quanto?
Afinal, quem responde isso?
A constância da dúvida.
Enquanto isso, o sentimento de solidão que não apazígua diante de nenhum entendimento, ou experiência. Por melhor que os sejam momentos que eu ela tenha vivido, eu o vivi só, ou com pessoas especiais que verei com pouquíssima frequência, ou nunca mais. Nunca mais mesmo, pois não trocamos um contato sequer.
A constância da solidão.
Incrível como no mundo lá fora, onde estou só, me sinto mais protegida que aqui dentro, onde tenho algumas companhias.
Protegida talvez não seja a palavra, mas, com certeza, eu me sinto mais forte para proteger eu mesma.
Apesar de todo o sentimento de tristeza que vem, as vezes, sem convite, eu acredito, de coração aberto, que tudo isso um dia vai valer a pena.
Que, além de ter aproveitado muito esta minha passagem pela vida, eu terei contemplado os mais belos lugares, ter dado as mais altas gargalhadas, os mais gostosos abraços de reencontros e despedidas, chorado as verdadeiras lágrimas, sejam de contemplação ou de saudade.
Eu sei que sempre haverá mais por aí. Estarei pronta e de braços abertos...
O sentimento que a vida muda pouco, que a rotina é sempre persistente, ainda que todos julguem o contrário.
Encontrei, no mundo, um afago. Encontrei nas mais diversas paisagens uma resposta que Deus está presente em tudo.
Aquilo que eu não ganhei de ninguém, nem de mim, eu procurei fora. Fora da casinha. Fora da zona de conforto. Que aliás, hoje é minha zona mais segura.
É fora do meu mundinho que eu sou verdadeiramente eu.
Me perdi nesses anos todos. A independência de muita coisa, me tornou um ser humano fechado.
Ao perceber essa constante ansiedade, concebi, das mais diversas formas, pensamentos uníssonos que diziam: você precisa mudar.
Ato ou efeito de mudar, alteração... mudança.
E eu fui mudando. Crescendo. Amadurecendo.
Ficando mais tolerantes para certos assuntos, muito, mas, muito menos, para tantos outros.
Passei a expor muito mais minha opinião, porém, escolhendo melhor a quem dizê-las.
Eu, que falo muito, me calei muito mais. Deixei de ser carinhosa e presente. Sou presente de vez em quando. Mas quando sou, sou muito. (e uso isso como desculpa, sempre.)
Eu tenho bastantes diálogos sozinha. Eu me confundo e me convenço bastante. Ser advogada é um inferno pessoal quando relacionado isso à pouca psicologia que conheço.
Meu problema hoje é o tempo. Da mais inusitada forma... eu dei um tempo. Passaram-se anos. Eu dei muito tempo para eu mesma.
Me entendi, me recordei de coisas que não imaginava ser possível, e me esqueci daquilo que me fazia mal. Me perdoei. Perdoei os outros. Renasci e recomecei.
Afinal... mudei. Mudei! M-u-d-e-i! (preciso repetir, para acostumar)
Mas sou a mesma em muita coisa, principalmente em coisas que me incomodam bastante.
Aí volta, a constância. A constância da insatisfação.
E eu falei um pouco do tempo... foi tanto tempo que perdi o ritmo. Perdi o passo.
Pior que isso, ainda me questiono, quanto tempo mais.
E questionarei sempre, pelo jeito. A constância do questionamento.
Não sei viver em uma sociedade assim, ou melhor, nessa sociedade que eu conheço. No meu mundo stricto sensu.
Resolvi que no mundo além, no mundo aquém, eu seria mais real, mais feliz.
Me despojando de qualquer coisa, levando comigo o necessário e conhecendo o maior número de pessoas por dias. Descobrindo quão interessantes as pessoas realmente podem ser.
Principalmente quando ninguém tem passado, ninguém está pensando em futuro, mas sim, em viver aquele presente.
Sentir o vento, sentir o sol, sentir cada gota de chuva e rir. Rir sozinha, rir em grupo. Eu me dei chance de fazer coisas que não faria por julgar tolas, ou sem razão. E com isso fui percebendo que pra nem tudo precisa ter uma razão. É muito bom ter vontade, ir lá fazer, e pronto.
Eu comecei a viajar sozinha e isso me abriu um mundo de possibilidades.
Passei a entender um pouco porque tanta gente fala frases feitas de "viva o agora", e coisas nesse sentido.
Aí, vem tanta coisa na cabeça.... a vida é um conjunto de ensinamentos, alguns obstáculos, claro, porém, tudo em prol de um bem maior. Da evolução.
E ainda que se tenha passado pela minha vida tantos obstáculos, eu evoluí o que? E quanto?
Afinal, quem responde isso?
A constância da dúvida.
Enquanto isso, o sentimento de solidão que não apazígua diante de nenhum entendimento, ou experiência. Por melhor que os sejam momentos que eu ela tenha vivido, eu o vivi só, ou com pessoas especiais que verei com pouquíssima frequência, ou nunca mais. Nunca mais mesmo, pois não trocamos um contato sequer.
A constância da solidão.
Incrível como no mundo lá fora, onde estou só, me sinto mais protegida que aqui dentro, onde tenho algumas companhias.
Protegida talvez não seja a palavra, mas, com certeza, eu me sinto mais forte para proteger eu mesma.
Apesar de todo o sentimento de tristeza que vem, as vezes, sem convite, eu acredito, de coração aberto, que tudo isso um dia vai valer a pena.
Que, além de ter aproveitado muito esta minha passagem pela vida, eu terei contemplado os mais belos lugares, ter dado as mais altas gargalhadas, os mais gostosos abraços de reencontros e despedidas, chorado as verdadeiras lágrimas, sejam de contemplação ou de saudade.
Eu sei que sempre haverá mais por aí. Estarei pronta e de braços abertos...
A constância de toda mudança: a gente sempre vive algo novo.
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
Bambina
Não entendi qual a conclusão correta,
Se há eufemismos demais nessa vida,
Ou se é simples e nós complicamos...
Não descobri se o ser maior a quem eu rezo é uma crença profunda que eu torno verdade ou se tudo não passa de uma opinião.
Notei que, quanto mais o tempo passa, mais as coisas perdem a graça enquanto outras ganham proporção.
E talvez, só talvez, a vida me vê pra sempre como criança...
Na verdade, me deixa cair não pra machucar, mas para aprender sempre!
Aos meus 26 anos, alguns kilometros rodados, muitas lágrimas, muitos sonhos e desilusões, eu ainda não sei de nada.
E assim é a vida de uma criança.
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
me acostumei a procurar rimas para minhas loucuras,
usar a vírgula a cada pausa de pensamento,
que não sei mais me expressar sem essas duas.
meus pensamentos andam tão rápidos e desconexos,
e também me acostumei assim.
eu mudo a cada hora,
eu (des)entendo alguma coisa
(des)aprendo outras.
a criança cresce da mesma forma que a fruta amadurece,
e quase tudo evolui por aí.
aí eu entendo que eu sou ciclo,
morro e renasço todo dia,
renovando a mim mesma,
procurando um mundo além.
enquanto eu sentir essa vontade,
descobrir toda verdade,
ser capaz de entender que tudo tem uma razão,
eu sei que pensarei, viverei mais a cada dia,
na certeza que o impossível é questão de opinião.
no final, somos infinitos.
eu acredito.
no final, somos infinitos.
eu acredito.
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